Aelia Gala Placídia foi uma das últimas princesas do Império romano. Nascida em 392, era filha do imperador Teodósio e de Gala, sua segunda esposa. Recebeu do pai, ainda na juventude, vastas propriedades que a tornaram uma rica herdeira.
Por ocasião do saque de Roma por Alarico, rei dos Visigodos,
ela foi capturada e feita prisioneira. Não chegou a ser resgatada e acompanhou
os Godos a caminho da Gália. Alarico falecera ainda em 410 e conta-se que Gala
Placídia terá enviado um anel ao seu sucessor, Ataulfo, oferecendo-se para ser
sua esposa. Efectivamente casaram. Ataulfo era já viúvo e pai de seis filhos,
vindo a falecer pouco depois. Este
facto, de uma filha do grande imperador Teodósio, ter decidido casar de sua
livre vontade, com um chefe bárbaro, era bem um sinal da mudança dos tempos.
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| Gala Placídia com os filhos, Valentiniano e Honória |
Regressando ao seio da família, voltou a casar com
Constâncio III, que se tornou imperador do ocidente, foi mãe do Imperador Valentiniano III e tornou-se
regente do Império durante a menoridade deste filho entre 423 e 437.
Além do Mausoléu que tem o seu nome, devem-se-lhe a
construção de muitas outras igrejas, entre elas a do santo Sepulcro, em
Jerusalém.
Na cidade de Ravena, em Itália, podemos encontrar esta
maravilha, simples por fora e exuberante de mosaicos no seu interior.
Mosaicos do interior













